O governo de Donald Trump ativará, a partir de 2 de maio, uma norma que permite processar na Justiça americana empresas estrangeiras presentes em Cuba que administrem bens confiscados após a Revolução – anunciou o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

“Qualquer pessoa, ou empresa, que tenha negócios em Cuba deve prestar atenção a este anúncio”, disse Pompeo à imprensa.

O governo cubano rejeitou “energicamente” as novas medidas.

“Rejeito energicamente o anúncio do Sec. de Estado (Mike) Pompeo de ativação do Título III da Lei Helms-Burton. É um ataque ao Direito Internacional e à soberania de Cuba e de outros Estados. A agressiva escalada dos Estados Unidos contra Cuba fracassará”, tuitou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

“A decisão dos Estados Unidos (…) é lamentável e terá um impacto importante nos operadores econômicos legítimos da UE e do Canadá em Cuba”, afirmaram a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e a comissária do Comércio, Cecilia Malmström, assim como a chanceler canadense, Chrystia Freeland, na declaração.

Principal sócio comercial de Cuba desde 2017, a União Europeia pode ser um dos afetados por esta medida, que gera incertezas sobre a possibilidade de que a Organização Mundial do Comércio (OMC) seja inundada de demandas, informa a AFP

Anúncios