Ministros das Relações Exteriores árabes disseram no domingo (21), na sede da Liga Árabe, que seus estados não aceitarão nenhum acordo relacionado à causa palestina que não esteja em conformidade com as referências internacionais.

A declaração sinaliza a rejeição árabe do que é referido como o Acordo do Século, que é proposto pelos Estados Unidos para resolver o conflito entre Israel e Palestina.

Jason Greenblatt, enviado do presidente americano Donald Trump para as negociações internacionais, sugeriu recentemente que o plano de paz de Washington não incluiria uma solução de dois Estados.

“Tal acordo não terá sucesso em alcançar uma paz duradoura e abrangente no Oriente Médio se não atender aos direitos legítimos do povo palestino em luta”, disse a declaração conjunta.

O Conselho de Ministros das Relações Exteriores Árabes também pediu à comunidade internacional para implementar a Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU contra a expansão do assentamento israelense e para proteger os civis palestinos.

Os diplomatas árabes seniores reafirmaram o compromisso de seus estados em apoiar financeiramente o orçamento palestino.

Eles também se comprometeram a implementar a recente decisão da cúpula árabe de fornecer uma rede de segurança financeira de 100 milhões de dólares americanos mensais “em apoio ao estado da Palestina para enfrentar as pressões políticas e financeiras que atravessa”.

Israel cortou recentemente mais de 138 milhões de dólares das receitas fiscais palestinas que recolhe e transfere para a Autoridade Palestina, que está encarregada de administrar os assuntos palestinos.

Durante a reunião, o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul-Gheit, instou o enfrentamento árabe às tentativas “sem precedentes” israelenses de “liquidar” a causa palestina.

O presidente palestino Mahmoud Abbas, que participou da reunião árabe no Cairo, descreveu os desafios atuais enfrentados pelos palestinos como “os mais perigosos na história da causa palestina”.

O conflito entre Israel e Palestina, que dura há décadas, vem ocorrendo desde a criação de Israel pelo Ocidente, ocupando territórios palestinos em 1948.

*Agência Xinhua

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