Presidente do Sri Lanka concede amplos poderes ao exército após ataques mortais no Domingo de Páscoa, que mataram pelo menos 290 pessoas.

A polícia informou que 87 detonadores de bombas foram encontrados na principal estação de ônibus da cidade, enquanto um explosivo foi detonado perto de uma igreja, quando autoridades do esquadrão de bomba tentavam neutralizá-lo.

Os ataques a bomba foram a pior violência vista no Sri Lanka desde o conflito de 37 anos do país com os rebeldes tâmiles terminado há uma década.

Investigadores disseram que sete homens-bomba participaram dos ataques, enquanto um porta-voz do governo disse que uma rede internacional estava envolvida.

Não houve reivindicação de responsabilidade pelo ataque, mas o governo disse que estava se concentrando em um grupo militante islâmico no país de maioria budista. 

A polícia recebeu uma denúncia de um possível ataque às igrejas por um grupo islâmico doméstico pouco conhecido, há cerca de 10 dias, de acordo com as informações da imprensa. Não ficou imediatamente claro qual ação, se alguma, foi tomada após a denúncia.

O porta-voz do gabinete, Rajitha Senaratne, disse que uma rede internacional pode estar envolvida, mas não deu mais detalhes.

A polícia disse nesta segunda-feira que 24 pessoas foram detidas até agora, todas do Sri Lanka, mas não deram mais detalhes.

Dois dos homens-bomba se explodiram no luxuoso Shangri-La Hotel na orla marítima de Colombo, disse Ariyananda Welianga, uma autoridade sênior da divisão forense do governo. Os outros visaram três igrejas e dois outros hotéis.

Um quarto hotel e uma casa em um subúrbio da capital Colombo também foram atingidos, mas não ficou imediatamente claro como esses ataques foram realizados.

*Com informações da France24

 

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