O governo do Brasil pretende ampliar sua presença no mercado de carnes chinês aproveitando a peste suína no país asiático, maior produtor de carne suína do mundo.

Segundo afirmou nesta segunda-feira a ministra da Agricultura brasileira, Teresa Cristina, “como o problema (da peste suína na China) está se agravando, vemos grande oportunidades do Brasil ocupar parte desse espaço”, embora tenha admitido que isso provocará uma diminuição nas exportações de soja para o país asiático.

“Com certeza diminuirão as nossas exportações de soja, mas nós vamos agregar valor. Em vez de vender soja a US$ 500 por tonelada, vamos vender a proteína a US$ 2.000 por tonelada, seja frango, bovino ou suíno”, disse Tereza Cristina a jornalistas após reunião com lideranças do setor na sede da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A ministra ressaltou que o Brasil tem que tomar cuidado para que seus porcos não sejam contagiados por este surto de peste suína, enfermidade erradicada do país desde 1984. No ano passado, as autoridades sanitárias ampliaram as medidas de vigilância para evitar a chegada do vírus ao país.

Ainda durante a entrevista, Cristina informou que a China enviará uma nova missão ao Brasil para inspecionar unidades produtoras de carnes. Em 2018, os chineses visitaram 10 plantas de proteína no Brasil e agora pediram informações adicionais.

Segundo a ministra, as respostas a essas questões serão apresentadas durante a missão oficial encabeçada por ela que visitará em maio China, Japão, Vietnã e Indonésia.

*Xinhua

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