O deputado da oposição venezuelana, Gilber Caro, foi detido por agentes da Inteligência nesta sexta-feira (26) quase um ano depois de ter sido solto – informou o Parlamento.

A ditadura novamente deteve arbitrariamente o deputado @gilbercaro em violação de sua imunidade parlamentar”, declarou a Assembleia Nacional, de maioria de oposição, no Twitter.

Caro foi preso em um restaurante no setor de Las Mercedes, em Caracas, disse a deputada Adriana Pichardo, em entrevista coletiva.

“Não temos ideia do motivo dessa detenção. Achamos que eles podem tentar envolvê-lo em outro plano macabro”, completou a parlamentar.

Pichardo acrescentou que, aparentemente, ele foi levado para Helicoide, a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), na capital.

No restaurante onde ele foi capturado, “eles destruíram as câmeras para que nenhuma evidência de qualquer tipo permanecesse”, relatou.

Caro ficou preso entre janeiro de 2017 e 2 de junho de 2018, acusado de traição e de roubo de armas das Forças Armadas, mas nunca foi condenado.

Muitos não podem dar declarações à imprensa, segundo a ONG Fórum Penal, que contabiliza 790 presos na Venezuela por razões políticas.

Em outubro passado, depois de solicitar refúgio na Colômbia, uma juíza militar da Venezuela pediu desculpas a Caro por ordenar sua prisão.

Pichardo relacionou a prisão de Caro à marcha convocada por Guaidó para 1º de maio, que o líder parlamentar antecipa que será a “maior da história” da Venezuela para exigir “o fim definitivo da usurpação”.

*Com informações da AFP

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