Nesta sexta-feira, Sérgio Banhos foi escolhido por Jair Bolsonaro, para ocupar a vaga de ministro do Tribunal Superior Eleitoral. O novo ministro fazia parte de uma lista tríplice de candidatos apresentados pelo órgão. 

Sputnik Brasil conversou sobre o tema com Fillipe Lizardo, coordenador do curso de pós-graduação em Direito Eleitoral da Universidade 9 de Julho, em São Paulo.

Para Lizardo, apesar de Banhos não ter sido o favorito, não há muita surpresa com o fato. Banhos já era ministro substituto do TSE, “tendo atuado inclusive em alguns casos relevantes na ausência do titular, portanto não causa nenhuma novidade ele ter sido escolhido, já que tem uma vasta experiência na justiça eleitoral”, explicou.

O especialista também destacou que todos os presidentes nomearam ministros do TSE, e tiveram ações julgados por esses ministros. “É muito comum que um presidente da República que tenha feito indicações de ministros no Supremo Tribunal Federal ou ministros no TSE acabe sendo julgado pelos próprios ministros que ele mesmo nomeou”, explicou o professor.

Para o interlocutor da Sputnik, Banhos é uma figura técnica, é um jurista bem conhecido e respeitado no meio e o presidente “deu o recado de que foi uma escolha técnica”.

*Com informações da agência Sputnik

Anúncios