A Ucrânia solicitou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que tome medidas contra a decisão de Moscou de conceder passaportes russos aos ucranianos que vivem nas regiões do leste do país, controladas pelos separatistas pró-Moscou.

Para o embaixador ucraniano junto das Nações Unidas, a medida é simplesmente ilegal. Volodymyr Yelchenko afirmou: “Isto não é mais do que uma tentativa velada de reivindicar a ocupação em curso destes territórios, de os arrancar à Ucrânia e de desmembrar o meu país.

Isto não é mais do que um pretexto artificial para continuar a enviar tropas russas para a Ucrânia e sustentar a agressão militar indisfarçada contra o meu país”, concluiu Volodymyr.

A resposta veio imediata do embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia: “Não estamos a interferir nos assuntos internos da Ucrânia, não estamos envolvidos numa anexação gradual. Estamos simplesmente a dar às pessoas a oportunidade de resolverem as questões que para elas são drasticamente importantes. E isso deve-se ao fato de as autoridades de Kiev se recusarem a fazê-lo.”

A União Europeia condenou o movimento da Rússia na quinta-feira, designado-o como outro ataque de Moscou à soberania da Ucrânia.

François Delattre, o embaixador francês nas Nações Unidas, afirmou: “Esperamos que a Rússia proceda à reformulação de quaisquer ações que comprometam a implementação dos Acordos de Minsk e que impeçam o pleno restabelecimento do controlo do governo ucraniano sobre essas áreas, tal como previsto nos acordos. A Rússia deve, em particular, pôr termo ao seu apoio financeiro e militar aos separatistas”.

Vladimir Putin provocou reações em cadeia ao anunciar esta medida de pressão sobre Kiev, três dias após a eleição de um novo presidente na Ucrânia.”

*Euronews

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