O Primeiro Vice-Presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello anunciou neste sábado que o regime  Nicolas Maduro deverá retira-se da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Cabello garantiu que a instituição tornou-se um instrumento para promover a guerra, que responde apenas aos interesses do governo dos Estados Unidos.

Encurralada e incapaz de defender a crise que atravessa ante o organismo regional mais importante, Caracas cumpriu suas advertências.

A chanceler Delcy Rodríguez anunciou, no palácio presidencial de Miraflores, que a Venezuela iniciará o processo de saída da Organização dos Estados Americanos (OEA). Era uma decisão já prevista, depois que o Conselho Permanente do organismo convocou uma reunião de ministros das Relações Exteriores para tratar da crise do país sul-americano sem a aprovação do Governo de Nicolás Maduro.

Rodríguez mencionou a intromissão em seus assuntos internos para justificar a decisão. A chanceler se pronunciou em Caracas poucos minutos após a entidade convocar, por votação de 19 dos seus 34 membros, uma reunião para tratar da crise venezuelana.

A Venezuela denunciará a Carta da OEA nesta quinta e dará início ao processo de saída, que vai durar cerca de dois anos. Para atingir esse objetivo, deverá pagar quase 9 milhões de dólares (cerca de 28 milhões de reais), informou à agência Efe o secretário de assuntos jurídicos da OEA, Jean Michel Arrighi.

*Com agências internacionais

 

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