Os Estados Unidos impôs, neste domingo (28), novas sanções contra a Venezuela restringindo à compra de petróleo da estatal petrolífera PDVSA.

Essas sanções visam atingir Maduro, mas também as instituições políticas e financeiras no contexto de sua campanha de apoio a Guaidó.

Na sexta-feira, o governo de Donald Trump deu seguimento a sua estratégia atacando o chefe da diplomacia de Caracas, Jorge Arreaza.

Os dois países romperam relações diplomáticas após os Estados Unidos reconhecerem Guaidó, chefe do Parlamento, considerando que o segundo mandato de Maduro, que começou em 10 de janeiro, é ilegítimo.

No sábado, Guaidó disse aos militares que a espera para receber o seu apoio “não pode ser eterna”, enquanto o poderoso líder chavista Diosdado Cabello liderou um comício para marcar a saída do país da Organização dos Estados Americanos (OEA).

“OEA, para o caralho! A OEA se tornou uma latrina do imperialismo, o maior instrumento repressivo do imperialismo”, disse o dirigente Diosdado Cabello ante centenas de simpatizantes, depois que o fórum regional decidiu aceitar um representante de Guaidó, que agora ocupa o assento da Venezuela.

Atualmente, o confronto entre os dois países é disputado mesmo em território americano, com a briga para saber quem ocupará a embaixada da Venezuela em Washington, atualmente tomada por ativistas favoráveis a Maduro.

“O dia 28 marca a entrada em vigor de novas as sanções. No entanto, desde que foram anunciadas, a realidade é que o comércio de petróleo entre os Estados Unidos e a Venezuela tem sido bastante limitado”, explicou à AFP Mariano Alba, especialista em Direito Internacional com sede em Washington.

Antes das sanções anunciadas em janeiro, a Venezuela exportava 500.000 barris de petróleo pesado aos Estados Unidos, onde operava a Citgo, uma filial da PDVSA, cujas contas foram bloqueadas.

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*AFP

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