O presidente palestino, Mahmud Abbas, reiterou nesta segunda-feira sua recusa a receber o IVA e as tarifas alfandegárias devidos por Israel enquanto o governo mantiver a decisão de congelar parte deles.

Em fevereiro, Israel tinha anunciado o bloqueio de 500 milhões de shekels (cerca de 122 milhões de euros) do total pago à Autoridade Palestina pelo IVA e por tarifas alfandegárias sobre produtos importados pelos palestinos.

Esta sanção foi imposta como resposta ao pagamento por parte da Autoridade Palestina de subsídios às famílias de palestinos presos ou mortos por realizar ataques anti-israelenses.

“Não recebemos nenhum fundo de Israel se estiver incompleto”, afirmou Abas no começo da reunião semanal de seu gabinete em Ramala, na Cisjordânia ocupada.

Em fevereiro, ele já tinha anunciado que a Autoridade Palestina rejeitava receber o conjunto de tarifas alfandegárias e IVA se Israel aplicasse essa decisão.

Nesta segunda, a rádio pública israelense anunciou um pagamento mensal – do qual cerca de 40 milhões de shekels (10 milhões de euros) – haviam sido deduzidos, tinha sido transferido para as contas da Autoridade Palestina. Mas, duas semanas mais tarde, este dinheiro foi devolvido ao Ministério de Finanças de Israel, segundo a fonte.

No âmbito dos acordos de Paris de 1994, Israel, que controla as fronteiras dos territórios palestinos, recebe impostos sobre as importações palestinas, que representam cerca de 700 milhões de shekels (cerca de 170 milhões de euros) por mês e os transfere para os palestinos. Essa é a principal fonte de renda da Autoridade Palestina.

*AFP

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