Depois de cinco anos de lutas isoladas, representantes de sindicatos da Amazon de 15 países se reuniram em Berlim nesta segunda-feira (29) para coordenar sua estratégia e ações contra a gigante americana, que há tempos é criticada por suas práticas trabalhistas.

Mais de 50 delegados de Brasil, Egito, França, Itália e Paquistão, entre outros países, organizaram uma reunião a portas fechadas até terça-feira para descobrir suas condições de trabalho nos centros logísticos da Amazon.

“Percebemos que não estamos sozinhos. Temos as mesmas dificuldades em todas as partes do mundo”, disse a secretária-geral do sindicato internacional UNI Global Union, Christy Hoffmann.

“Essa troca de informações sobre as diferentes regras, as taxas impostas nos outros países, nos permitirá negociar melhor na Polônia”, disse à AFP Alfred Bujara, membro da união Solidarnosc, em guerra contra o horário de trabalho “medido em segundos”.

Outros assuntos centrais são a vigilância de funcionários por meio dos questionados métodos de “tracking” (rastreio eletrônico), a supressão de pausas e os baixos salários.

Funcionários da Amazon Logistics também reivindicam um diálogo melhor com seu empregador.

*Euronews

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