Akihito encerra reinado de 30 anos e agradece apoio do povo do Japão. Primeiro soberano do país a abdicar do trono em dois séculos será sucedido pelo filho Naruhito.

Assim, a partir de 1º de maio, o Japão entra numa nova era imperial chamada “Reiwa” (“ordem e harmonia”), após três décadas da era Heisei (“realização da paz”).

Akihito inicia ritual antes de abdicar ao trono — Foto: Palácio Imperial do Japão / via ReutersÉ a primeira vez em dois séculos que um imperador japonês deixa sua função ainda vivo, graças a uma lei aprovada sob medida para Akihito.

Em 2015, ele manifestou seu desejo de deixar o cargo, pois sentia que não conseguia mais “exercê-lo de corpo e alma”, devido à sua idade avançada e saúde em declínio. Ele tem 85 anos.

No Japão, o imperador não governa — ele é o símbolo do Estado, conforme prevê a Constituição do país, em vigor desde 1947. O texto foi imposto aos japoneses pelos americanos durante a ocupação pós-Segunda Guerra.

A data da abdicação e o conjunto de disposições relativas a esse acontecimento foram decididos pelo governo, sem interferência da família imperial, diz a AFP.

A população japonesa se prepara para festividades históricas e praticamente inéditas. Desta vez, a nação não está em luto pelo falecimento de um soberano, como aconteceu nas sucessões anteriores — em 1989 (com a morte de Hirohito, também chamado de imperador Showa), em 1926 (com a morte do imperador Taisho), ou em 1912 (com a morte do imperador Meiji).

*Com informações do G1

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