Alphabet, matriz do Google, anunciou nesta terça-feira uma severa queda em seu lucro no primeiro trimestre do ano devido às elevadas multas impostas pela União Europeia (UE).

O grupo informou que seu lucro trimestral caiu 29%, a 6,7 bilhões de dólares, enquanto a arrecadação subiu 17%, a 36,3 bilhões de dólares.

O lucro foi reduzido por uma multa recorde de 1,7 bilhão de dólares aplicada pela União Europeia no final de março, destaca o relatório trimestral.

Bruxelas considerou que o Google impediu que concorrentes publicassem anúncios.

A UE também avalia que o grupo utiliza seu sistema Android para impor seu buscador e o navegador Chrome em smartphones e tablets, bloqueando seus competidores.

Após a divulgação do relatório, as ações do gigante da web caíram 6,1% nas transações eletrônicas posteriores ao fechamento dos mercados.

Apesar de o lucro bruto ter sido superior ao esperado, o volume de negócios foi menor que o estimado para o Google, que domina a área de buscadores e navegadores na web e o setor de telefonia móvel com o sistema operacional Android.

A chefe de finanças do grupo, Ruth Porat, destacou que os resultados mostraram um “robusto crescimento” liderado pela busca nos smartphones, anúncios no YouTube e serviços em nuvem.

“Seguimos com foco e entusiasmados com o significativo crescimento de oportunidades em nossos negócios”.

A lucrativa plataforma de anúncios do Google segue como a principal fonte de renda da Alphabet, com 30 bilhões de dólares, mas os custos também subiram muito.

O grupo sofreu ainda perdas no quesito “Outras Apostas”, que inclui o projeto de carro autônomo Waymo, o serviço de ciência e tecnologia Verily, as entregas com drone e a difusão da Internet em locais remotos.

“Outras Apostas” sofreu uma perda operacional de 858 milhões de dólares, contra 571 milhões há um ano, com o faturamento subindo modestamente a 170 milhões de dólares.

Mas vários projetos caminham para o sucesso: Wing se tornou a primeira companhia de entrega por drone certificada pelas autoridades federais dos EUA e Waymo começou a desenvolver táxis autônomos através de uma aliança com fabricantes de carros.

E o setor de serviços na nuvem segue sendo “o que mais rapidamente cresce na Alphabet, com um grande aumento dos clientes e, em particular, graças aos nossos produtos de computação e análise de dados”, destacou Porat.

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