Deputados do parlamento português endereçaram um documento ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior cobrando um posicionamento do governo de Portugal diante da denúncia de xenofobia contra alunos brasileiros da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).

Na última segunda-feira (29), integrantes de um movimento acadêmico colocaram uma caixa com pedras no hall do prédio, sinalizada com placas onde se lia “Loja de souvenirs. Grátis se for para atirar a um zuca que passou à frente no mestrado”. “Zuca” vem do termo “brazuca”, comumente utilizado em Portugal como referência aos brasileiros.

Caixa com pedras no hall do edifício da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, sinalizada com placas onde se lia Loja de souvenirs. Grátis se for para atirar a um zuca que passou à frente no mestrado

Através de um comunicado, o Movimento Cívico Os Marretas caracteriza a ação como uma sátira. “Somos um grupo que se compromete a satirizar todas as situações potencialmente prejudiciais para os alunos, com um objetivo final de fazer a comunidade refletir sobre os respetivos problemas”, lê-se na nota. Segundo o movimento, o ato “visava meramente o regime de acesso aos mestrados”.

Depois de uma reunião entre a direção da FDUL, o Núcleo de Estudantes Luso-Brasileiro (NELB) e os alunos que se identificaram como autores da instalação com as pedras, foi aberto um inquérito para apurar as responsabilidades, que poderá, de acordo com o diretor Pedro Martinez, resultar na instauração de um procedimento disciplinar.

O diretor também encaminhou um ofício para a Embaixada do Brasil em Portugal reiterando que o episódio é “condenável” e que “a xenofobia e o incitamento à violência patentes no cartaz que esteve temporariamente exposto na Faculdade de Direito não representam o sentimento generalizado da comunidade acadêmica”. Em resposta à Sputnik Brasil, a assessoria da Universidade de Lisboa lamentou o incidente e informou que está acompanhando o caso.

*Adaptado da fonte Sputnik

 

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