Sete deputados opositores serão julgados por apoiar a tentativa de golpe militar contra o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enquanto os Estados Unidos anulavam, nesta terça-feira, suas sanções ao ex-chefe de inteligência, que apoiou a revolta.

A governista Assembleia Constituinte anunciou nesta terça a perda de imunidade dos parlamentares Edgar Zambrano, Luis Florido, Henry Ramos Allup, Richard Blanco, Marianela Magallanes, Simón Calzadilla e Amerigo De Grazia.

Mais cedo, o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) autorizou processar criminalmente os legisladores por “flagrante cometimento” de crimes como traição à pátria e conspiração nos eventos de 30 de abril.

“O que está vindo? Julgamento. Estamos fazendo a coisa certa”, anunciou o presidente da Constituinte, Diosdado Cabello, destacando que “mais três deputados foram identificados” e serão submetidos ao mesmo procedimento, mas sem revelar seus nomes.

Segundo Cabello, os congressistas “participaram ativamente” do levante liderado pelo líder parlamentar Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por 50 países liderados pelos Estados Unidos.

“Foi um ato em flagrante, portanto, não é necessário requisito ou pré-julgamento de mérito, vão diretamente a julgamento”.

A ONG de direitos humanos Foro Penal anunciou nesta terça-feira que “de 1º de janeiro até maio de 2019 foram registradas 2.014 detenções, basicamente de pessoas que protestam” contra Maduro.

Deste total, mais de 800 pessoas continuam presas, incluindo vários militares que se revoltaram contra o presidente venezuelano.

Ainda segundo a ONG, 338 civis e militares foram detidos após a tentativa de rebelião da semana passada e 82 pessoas “ficaram privadas de liberdade”.

*Com informações da AFP

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