O New York Times tinha 4,5 milhões de assinantes no fim de março, dos quais 3,5 milhões estão apenas nas edições digitais, informou o jornal nesta quarta-feira, ao anunciar um aumento de 200 mil leitores no primeiro trimestre.

Este crescimento deve-se exclusivamente aos novos assinantes das edições digitais: 223 mil pessoas.

O grupo não comunica mais detalhadamente os números de assinantes apenas para as edições impressas ou para ambas (papel e digital), e decidiu escolher as assinaturas digitais como um indicador de referência.

O veículo mantém sua meta de atingir um total de 10 milhões de assinantes até 2025.

Como nos trimestres anteriores, as palavras cruzadas e a plataforma Cooking, dedicadas à culinária, dois produtos diferenciados do jornal, foram importantes impulsionadores do crescimento.

A plataforma de palavras cruzadas superou 500 mil assinantes no primeiro trimestre, chegando ao quinto lugar entre os sites de imprensa dos EUA pelo número de assinaturas pagas.

Determinado a continuar com essa política de diversificação, o New York Times lançou na quarta-feira um novo site dedicado à educação de crianças, intitulado “Parenting”.

Esses novos produtos editoriais têm preços muito mais baixos do que a edição digital do Times: 1,25 dólar por semana para o Cooking e 81 centavos por semana para palavras cruzadas.

Eles são, por enquanto, uma fonte de renda mais baixa para o grupo: 7% do faturamento de assinaturas de produtos digitais.

As receitas vinculadas à publicidade permaneceram praticamente estáveis (+0,4%), e a progressão do faturamento digital (+18,9%) compensou a queda na publicidade impressa (-11,9%), que é maior em valor (69 milhões de dólares contra 55 milhões).

O lucro líquido foi de 30 milhões de dólares, um aumento de 37%.

*AFP

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