O presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje que a Rússia está aberta para cooperar com os países que querem combater o terrorismo, o neonazismo e o extremismo.

“A Rússia está aberta a cooperar com todos aqueles dispostos a comprometer-se a combater o terrorismo, neonazismo eo extremismo”, disse Putin na Praça Vermelha durante o desfile militar por ocasião do 74º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Putin considerou que, como quando o mundo enfrentou a ameaça nazista, a “resposta coletiva” continua a ter uma importância crucial para confrontar aqueles que defendem “idéias mortais”, em clara alusão aos jihadistas.

“Pedimos a todos os países que assumam a responsabilidade comum de criar um sistema de segurança efetivo e igual para todos”, disse ele.

Por sua vez, considerou “inaceitável” que alguns países deturpar o que aconteceu durante a Grande Guerra Patriótica, como é conhecida a raça neste país e tornar-se “ídolos” que “serviram o nazismo”.

Se eu mencioná-lo, o chefe do Kremlin estava se referindo a vizinha Ucrânia, onde o líder nacionalista Stepan Bandera, acusou Moscou de ser um colaborador nazista e anti-semita, ele é glorificado pela população e nascimento é um feriado nacional desde o início deste ano.

Putin enfatizou que o povo soviético não apenas salvou a pátria expulsando os invasores nazistas, mas salvou a humanidade ao se tornar “o principal libertador dos povos da Europa”.

“Eu morro, mas não desisto”, repetiu Putin na lendária frase escrita pelos defensores da Fortaleza de Brest – na atual Bielorrússia -, cenário da primeira batalha do Exército Vermelho contra a invasão nazista em junho de 1941.

“As lições da guerra ainda são atuais, fizemos e faremos todo o possível para garantir a capacidade de nossas Forças Armadas e um potencial defensivo ao mais alto nível”, disse ele.

Mais de 13.000 soldados desfilaram por uma hora pelos paralelepípedos históricos da Praça Vermelha, onde foram acompanhados por mísseis intercontinentais, baterias antimísseis e outros equipamentos militares.

Do meio-dia marcha Regiment Immortal, em que os russos levando retratos de parentes que lutaram na guerra, que matou mais de 27 milhões de pessoas, incluindo cerca de 8 milhões de soldados reivindicou a ser realizada.

Espera-se que o presidente participe como sempre nesta marcha com o retrato de seu pai, Vladimir, que foi ferido quando o Exército Vermelho tentou romper o cerco de Leningrado.

*EFE

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