A prisão do vice-presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Edgar Zambrano, nesta quarta-feira (09) em Caracas, acusado de participar do levante militar fracassado contra o presidente Nicolás Maduro no final de abril, teve repercussão e condenação internacional.

O presidente da Assembleia e autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, denunciou a prisão no Twitter, afirmando que o regime “sequestrou” Zambrano para tentar destruir o órgão legislativo.

“Tentam desintegrar o poder que representa a todos os venezuelanos, mas não vão conseguir”, disse Guaidó, que não está entre os acusados de participar da tentativa de revolta militar. Outros nove parlamentares de oposição também foram indiciados.

Zambrano foi preso durante a noite em frente à sede de seu partido. Ele resistiu à prisão, mas acabou sendo levado para a sede do serviço de inteligência venezuelano (Sebin) no edifico El

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), fiel a Maduro, indiciou Zambrano na semana passada. Entre terça e quarta-feira, os juízes impetraram acusações contra outros nove congressistas e removeram a imunidade parlamentar e de sete membros da Assembleia, incluindo Zambrano.

A parlamentar Mariela Magallanes, uma das acusadas no processo, buscou refúgio na residência do embaixador da Itália em Caracas.

Washington pediu a libertação de Zambrano, denunciando a arbitrariedade de sua prisão. “Se não for libertado imediatamente, haverá consequências”, afirma uma mensagem da embaixada dos EUA em Caracas em seu perfil no Twitter. A representação americana continua em operação apesar de vários funcionários deixarem o local após o rompimento das relações entre os dois países, em fevereiro.

A União Europeia (UE) pediu a libertação imediata de Zambrano, afirmando que sua detenção foi “mais uma flagrante violação” da Constituição, por parte do regime de Maduro.

Em comunicado, a UE considerou que “os direitos civis, a segurança e a imunidade parlamentar de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo o seu presidente, Juan Guaidó, devem ser reconhecidos e totalmente respeitados”.

Argentina, Colômbia, Chile e Peru também condenaram a prisão de Zambrano.

*Com informações da Deutsche Welle 

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