A Lituânia venceu o Leão de Ouro para a participação nacional da Bienal de Arte de Veneza, com uma ópera-performance de três artistas, anunciou o júri, este sábado.

As artistas transformaram um pavilhão numa praia artificial, numa “crítica às formas de lazer” da atualidade, em que o júri destaca “o uso inventivo do local” da apresentação.

“Sun & Sea”, de Lina Lapelyte, Vaiva Grainyte e Rugile Barzdziukaite venceu bienal de Veneza –  Foto: DR

“É uma crítica ao lazer dos nossos tempos cantada por um elenco de artistas e voluntários retratando pessoas comuns”, destaca o júri do concurso dedicado à arte contemporânea.

“Sun & Sea”, de Lina Lapelyte, Vaiva Grainyte e Rugile Barzdziukaite apresenta uma “ópera brechtiana” e pretende ser também uma metáfora à forma como os tempos de lazer exercem pressão no planeta e no ambiente.

Foi ainda atribuída uma menção especial como participação nacional à Bélgica, por fornecer na sua exposição “uma visão alternativa de aspetos pouco reconhecidos das relações sociais na Europa”.

O Leão de Ouro para melhor participação na exposição internacional “May You Live In Interesting Times” foi atribuído ao norte-americano Arthur Jafa, pelo filme de 2019 “The White Álbum”, considerado pelo júri como “um ensaio, um poema e um retrato” sobre o racismo e a violência.

Com o Leão de Prata para um jovem artista foi distinguido o cipriota Haris Espaminonda, que atualmente trabalha em Berlim.

O júri da 58.ª Bienal de Arte de Veneza decidiu ainda atribuir uma menção honrosa à artista mexicana Teresa Margolles e ao nigeriano Otobong Nkanga.

*Com informações do Jornal de Notícias (Portugal)

 

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