É a terceira e a mais cara condenação nos Estados Unidos contra a Monsanto, propriedade do gigante farmacêutico Bayer, pelo uso do herbicida Round Up: dois mil milhões de dólares de indemnização a um casal de septuagenários, Alva e Alberta Pilliod, ambos vítimas de cancro.

O advogado do casal, Michael Miller, explica que Alva “contraiu linfomas não-Hodgkin em 2011, que continuaram a espalhar-se sem que soubesse porquê. Alberta contraiu linfomas não-Hodgkin no cérebro em 2015 e novamente 2016 e, tristemente, só quando viram um anúncio de um advogado é que perceberam que havia uma ligação”.

A Bayer afirmou, em comunicado, que vai recorrer da sentença ditada pelo tribunal de Oakland, na Califórnia. A Monsanto continua a defender que o uso do lucrativo Round Up – que tem como princípio ativo o polémico glifosato – é seguro, mas a Organização Mundial de Saúde destaca que a substância é “provavelmente” cancerígena. *Euronews

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