Em dia de protestos em todo o país nesta quarta-feira contra o que manifestantes chamam de cortes no orçamento da educação, o presidente Jair Bolsonaro negou que verbas tenham sido cortadas, afirmando que foram contingenciadas.

“Não existe corte. Hoje nós temos um problema que eu peguei um Brasil destruído economicamente, e as arrecadações não eram aquelas previstas por quem fez o Orçamento para o corrente ano, e se não houver contingenciamento eu simplesmente encontro a Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse Bolsonaro a jornalistas ao chegar em Dallas, nos Estados Unidos.

Questionado em Brasília sobre as manifestações a favor da educação, o vice-presidente, Hamilton Mourão, também negou tratar-se de cortes no orçamento do ministério e afirmou que o governo tem falhado em comunicar à sociedade que se trata de um contingenciamento, o que significa, segundo ele, que os recursos podem ser liberados futuramente.

“O que existe não é corte, é contingenciamento que ocorreu ao longo de todos os governos. Aliás, a única exceção foi no ano passado, que o presidente Temer liberou o Orçamento em fevereiro”, disse Mourão a jornalistas.

Mourão acredita que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ao explicar a situação, em audiência no plenário da Câmara nesta quarta-feira, “todos entenderão de que se trata de um contingenciamento e não corte de recursos.”

 

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