A cúpula da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) denunciou neste sábado (1º) a transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, antes da esperada apresentação de um plano de paz de Washington para o Oriente Médio. 

Em um comunicado publicado ao final da reunião, ocorrida na cidade santa de Meca, na Arábia Saudita, a organização exortou os 57 membros a “boicotar” os países que abriram representações diplomáticas na cidade.

Além dos Estados Unidos, a Guatemala também mudou sua embaixada israelense para Jerusalém. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou fazer o mesmo, mas acabou por desistir da ideia.

Israel anexou a parte Leste de Jerusalém, considerada pela comunidade internacional como um território ocupado. Os palestinos defendem que Jerusalém Oriental seja a capital do seu futuro Estado.

A Organização para a Cooperação Islâmica destacou que “a paz e a estabilidade na região do Oriente Próximo apenas serão possíveis com a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967”. Esta postura sempre foi defendida pela OCI, organização fundada com o objetivo de defender os locais santos muçulmanos de Jerusalém após o incêndio criminoso na mesquita de Al Aqsa, em agosto de 1969.

Jared Kushner, genro e conselheiro do presidente americano, Donald Trump, prepara um plano para solucionar o conflito entre israelenses e palestinos. O capítulo econômico do plano será revelado em uma conferência prevista para os dias 25 e 26 de junho, no Barein.

Para a presidência dos EUA, a conferência será uma “oportunidade para fomentar o apoio a possíveis investimentos e iniciativas econômicas que poderão ser possíveis mediante um acordo de paz”.

Os investimentos seriam financiados pelos países árabes do Golfo aliados aos Estados Unidos e opostos ao Irã, mas até o momento, apenas Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos anunciaram sua participação na conferência. Os palestinos rejeitaram participar do encontro.

*Informações da AFP

Anúncios