Mesmo com o aumento dos alertas de catástrofes climáticas e de apelos por economias mais verdes, o mundo ainda gasta centenas de bilhões de dólares todos os anos para subsidiar combustíveis fósseis que provocam o superaquecimento do planeta.

Enquanto os planos para desviar a humanidade do caminho do aquecimento global ainda este século seguem seriamente fora do curso, cresce a interrogação sobre quanto o financiamento que as empresas recebem para queimar petróleo, gás e carvão com grandes descontos custa ao planeta.

Os subsídios podem vir na forma de isenções, abatimentos, incentivos fiscais ou inclusive ajuda externa e podem manter os preços ao consumidor artificialmente baixos. Também são difíceis de calcular com exatidão, afirmam especialistas.

Mas há um consenso crescente entre os economistas de que o apoio governamental à energia suja está se tornando cada vez mais difícil de justificar – tanto em termos financeiros quanto ambientais.

Particularmente, os custos das energias renováveis têm despencado nos últimos anos.

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês) diz que o custo de geração de energia eólica ‘onshore’ caiu 23% desde 2010, enquanto o da energia solar desabou 73%, informa a AFP.

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