Há algum tempo a situação está desfavorável para os social-democratas na Alemanha. No mais recente pleito – as eleições para o Parlamento Europeu, em maio –, o SPD recebeu apenas 15,8% dos votos e alcançou seu pior resultado da história.

Historicamente, o partido sempre pôde confiar nos votos da classe trabalhadora simples. Por décadas, social-democratas e sindicatos lutaram por melhorias na lei trabalhista, na educação e na participação social. Com sucesso. Mas atualmente um em cada dois cidadãos alemães pertence à classe média. O clássico eleitorado do SPD se dissipou.

Mas aqueles que vivem em circunstâncias tão precárias não escolhem mais votar no SPD, mas na sigla populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), no leste alemão, ou no ambientalista Partido Verde, na faixa ocidental do país.

Para muitos, exatamente a grande coalizão entre CDU/CSU e SPD parece ter sido o começo do declínio final dos social-democratas – embora tenha havido repetidas tentativas internas de redefinir o partido depois da desastrosa marca de 20,5% dos votos nas eleições legislativas de 2017.

*Com informações da Deutsche Welle

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