O chanceler brasileiro Ernesto Araújo disse que o governo está elevando as relações com a China a um patamar ainda maior do que no passado. “Desejamos criar oportunidades novas com a China para os exportadores brasileiros e novas oportunidades para investimentos”,

Em entrevista durante jantar em homenagem ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, organizado pelas Frentes Parlamentares Brasil-China e Brics, ontem (4), no Clube do Exército, Araújo disse que não existe nenhuma “contradição” em manter relações simultâneas e de alto nível do Brasil com a China e com os Estados Unidos, outro país que, segundo ele, mantém tradicionalmente um excelente fluxo de comércio e de investimentos com o Brasil.

“Não há contradição [entre parcerias simultâneas com a China e com os Estados Unidos]. Em ambos os casos podemos ter relações muito profícuas, não há nenhuma animosidade, não há problema algum”, disse.

Lembrando que a China é o maior parceiro comercial do Brasil, Araújo disse que o governo brasileiro está incentivando o crescimento do diálogo bilateral de forma a abrir “novas avenidas tanto no comércio quanto nos investimentos”.

Os investimentos abrangem 155 projetos, especialmente nos setores de energia (geração e transmissão, além de óleo e gás), infraestrutura (portuária e ferroviária), financeiro, de serviços e de inovação.

Para incentivar as relações bilaterais, o presidente Jair Bolsonaro viajará em setembro para a  China. O presidente chinês Xi Jinping também virá ao Brasil para participar da 11ª Cúpula do Brics, grupo de países que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que ocorrerá nos dias 13 e 14 de novembro, em Brasília.

*Com informações da Agência Brasil

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