Desde segunda-feira, os motoristas do estado de Lara (oeste) só podem comprar 30 litros de combustível por semana, enquanto um plano de racionamento baseado no número de placas dos veículos começou a ser aplicado nos estados de Bolívar (sul) e Monagas (oeste).

Mais de 500 estações de serviço estão encerradas por falta de gasolina, na Venezuela, segundo a Argus Média, agência especializada em preços e consultoria em matéria energética.

A situação é mais grave nas regiões fronteiriças com a Colômbia, onde tem havido denúncias de contrabando de combustível.

As medidas entraram em vigor em face da escassez, crônica por anos em áreas na fronteira com a Colômbia como Zulia e Tachira e agravada nas últimas semanas após as sanções financeiras dos Estados Unidos contra a Venezuela e sua estatal petrolífera PDVSA.

“É uma piada!”, diz Maria López depois de não conseguir encher o tanque de seu carro apesar de ter passado seis horas na fila de um posto de gasolina da capital de Lara, Barquisimeto, cidade de um milhão de habitantes.

A gasolina na Venezuela é praticamente dada, já que com apenas 1 dólar é possível comprar aproximadamente 600 milhões de litros do combustível.

O mesmo aconteceu com Iván Herrera e Herry Gómez, após a peregrinação por três postos de gasolina, sem sucesso. A governadora de Lara, a governista Carmen Meléndez, anunciou na semana passada o limite de 30 litros.

De acordo com fontes do setor, 40% dos 104 postos de Barquisimeto estão fechados.

Segundo dados oficiais da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), a oferta de petróleo venezuelano, que foi de 3,2 milhões de barris por dia há uma década, produziu 1,03 milhão em abril. Fontes secundárias do cartel contabilizaram 768.000 barris/dia, registra a AFP

 

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