O grupo Fiat Chrysler (FCA), de capital italiano e americano, que retirou nesta quarta-feira à noite a proposta de fusão com a Renault, um negócio que teria criado a terceira maior montadora de automóveis do planeta, culpou o governo francês pelo fracasso do projeto.

O fim das negociações provocou a queda das duas empresas na Bolsa: as ações da Renault operavam em forte queda em Paris, enquanto os títulos da Fiat Chrysler (FCA) operavam de modo estável em Milão, após um início de sessão negativo.

Em um comunicado, o grupo FCA anunciou a retirada da proposta da mesa de negociações e alegou que não havia condições políticas para concretizar a fusão.

A Fiat Chrysler responsabilizou o governo francês pelo fracasso nas negociações.

“A posição repentina e incompreensível de Bercy” – o ministério das Finanças da França – é a causa do fracasso, afirmou uma fonte próxima ao grupo ítalo-americano.

“As novas exigências do governo francês nos levaram a esta situação prejudicial para todas as partes”, disse a fonte à AFP.

“A razão pela qual o acordo não aconteceu está relacionada com a preservação da aliança entre Renault e Nissan, não tem nada a ver com intervenções políticas”, afirmou uma fonte do ministério da Economia francês.

“Fomos muito claros, precisávamos do apoio explícito da Nissan para que a fusão acontecesse dentro do marco da aliança Renault-Nissan”, completou.

O Estado trabalhou de “maneira construtiva” no projeto, afirmou o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire.

*Com informações da AFP

Anúncios