O Departamento do Tesouro americano anunciou na sexta-feira (7) sanções contra o grupo petroquímico iraniano PGPIC por suas ligações com os Guardiões da Revolução de seu país.

A medida visa estrangular o financiamento do maior e mais rentável grupo petroquímico do Irã e se estende a suas 39 subsidiárias e “agentes de vendas sediados no exterior”.

Entre elas, estão a NPC International, com sede no Reino Unido, e a NPC Alliance Corporation, com sede nas Filipinas, ambas controladas pela PGPIC.

“Esta ação é um aviso de que continuaremos a atacar grupos e empresas do setor petroquímico e de outros países que forneçam assistência financeira” aos Guardiões da Revolução, uma força de elite na República Islâmica do Irã, disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

O Tesouro alertou que as empresas internacionais que continuarem a se associar com o PGPIC ou suas subsidiárias e agentes de vendas “estarão expostos às sanções dos EUA”.

Os esforços de Washington no ano passado para sufocar a economia do Irã, após a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de abandonar o acordo nuclear assinado em 2015 por seu antecessor, levaram a um confronto entre Washington e seus aliados, já que muitas empresas internacionais foram afetadas pela disputa.

Vários países reduziram as importações de petróleo iraniano, enquanto a Europa tentou criar um mecanismo para continuar a negociar com o país sem violar as sanções americanas.

“O Irã tem que interromper suas ameaça e sua escalada nuclear, deixar de fazer testes balísticos, cessar seu apoio a intermediários terroristas e acabar com a prisão arbitrária de cidadãos estrangeiros”, alertou em nota o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

“O único caminho para o Irã é negociar um acordo global que dê fim a suas atividades desestabilizadoras”, acrescentou.

O grupo petroquímico concedeu contratos aos Guardiões “gerando centenas de milhões de dólares para um conglomerado econômico dos Guardiões da Revolução, que se estende pelas principais indústrias do Irã”.

Washington incluiu os Guardiões da Revolução em sua lista de organizações terroristas em abril, a primeira vez que essa medida foi tomada contra uma entidade governamental.

A decisão significa que qualquer pessoa que faça negócios com essa organização enfrentará penas de prisão nos Estados Unidos. *AFP

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