O governo do Japão assinou um acordo de cooperação com quatro agências do Sistema ONU no Brasil que prevê o repasse de 3,6 milhões de dólares para apoio a projetos desenvolvidos na proteção e assistência a venezuelanos que chegam ao país. Os recursos serão utilizados em ações em Roraima, Amazonas e Pará.

Participam do acordo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

No evento, realizado no dia 6 de junho na Casa da ONU, em Brasília, o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, lembrou que a crise política, socioeconômica e humanitária na Venezuela já retirou do país mais de 3 milhões de pessoas — o maior deslocamento já registrado na história da América Latina e do Caribe.

Ele explicou que os recursos do governo japonês serão utilizados em projetos de proteção, registro e documentação; provisão de itens não-alimentares; cuidado em saúde mental e apoio psicossocial; e saúde e proteção à infância e agradeceu ao apoio do governo japonês pela contribuição. Para Fabiancic, somente através do diálogo, da solidariedade e do respeito pela diversidade será possível vencer os desafios da região.

O embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, afirmou que o objetivo é assistir, de maneira abrangente, não só os migrantes e mas também os brasileiros que os acolhem em suas comunidades.

De acordo com dados da Polícia Federal, desde 2017 até abril de 2019 foram registrados no país cerca de 100 mil pedidos de refúgio e 70 mil solicitações de residência temporária por parte de cidadãos venezuelanos.

No Brasil, o Sistema ONU participa da resposta brasileira à chegada de refugiados e migrantes venezuelanos no país, sempre com o apoio de doações feitas pela comunidade internacional.

Os eixos de proteção desta resposta são a recepção e documentação na fronteira entre os dois países, registro e acolhimento em abrigos e integração local por meio da estratégia de interiorização.

*Com informações das Nações Unidas

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