O presidente argentino, Mauricio Macri, decidiu ampliar sua coalizão de governo ao escolher nesta terça-feira um dos líderes peronistas do Senado para acompanhá-lo na sua chapa como vice-presidente na disputa eleitoral de 27 de outubro.

Em uma jogada política surpreendente, o presidente liberal que aspira à reeleição optou pelo chefe do bloco Justicialista Federal (peronista de direita) no Senado. É um advogado de 68 anos, feroz inimigo político da ex-presidente e senadora opositora Cristina Kirchner.

A chapa Macri-Pichetto enfrentará a de Alberto Fernández-Cristina Kirchner, que representa os setores de centro-esquerda do peronismo.

Pichetto declarou em entrevista coletiva “que compartilha com o governo uma visão capitalista que signifique que se exporte, que se abram mercados, que siga adiante a Vaca Muerta (exploração de hidrocarbonetos não convencionais no sul), que se apoie o setor agropecuário e os empreendedores tecnológicos”.

O candidato a vice reafirmou sua oposição à prisão preventiva de políticos acusados de corrupção enquanto aguardam uma sentença definitiva. “Sou contra a prisão preventiva antecipada”.

Pichetto foi um dos aliados do ex-presidente peronista de direita Carlos Menem (1989-99) no Senado, mas depois migrou para o kirchnerismo no governo de Néstor Kirchner (2003-2007).

No final do segundo governo de Cristina Kirchner (2007-2011 e 2011-2015), Pichetto passou para a oposição. Desde então, ele apoiou as iniciativas de lei de Macri e foi seu maior aliado no Senado.

A Bolsa de Buenos Aires reagiu positivamente ao anúncio de Macri e subiu 5,02%.

Para definir o cenário final das próximas eleições, falta o anúncio sobre se o peronismo de esquerda, ligado a Kirchner e seus aliados, formará ou não uma coalizão com a Frente Renovadora, do ex-deputado Sergio Massa, outra corrente do peronismo.

*Adaptado da fonte AFP

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