Para marcar o Dia Mundial do Refugiado (celebrado em 20 de junho), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros realizam a partir do próximo fim de semana eventos voltados para a população refugiada no Brasil e o público em geral, promovendo a integração entre brasileiros e quem teve que deixar seu país por causa de guerras, conflitos armados e perseguições.

Entre os destaques, estão atividades culturais, gastronômicas e esportivas com famílias venezuelanas, rodas de conversa, exposições artísticas, lançamento de livros e a divulgação do relatório “Tendências Globais – Deslocamento Forçado em 2018”.

As atividades se iniciam neste sábado (15), em São Paulo, com o evento “Portas Abertas”, uma programação cultural e informativa promovida pela Caritas Arquidiocesana com a participação de refugiados atendidos pela entidade e aberta à população.

Na segunda-feira (17), também em São Paulo, uma roda de conversa em torno do livro “A Memória do Mar”, do escritor e Embaixador da Boa Vontade do ACNUR, Khaled Hoseini, reunirá o jornalista e tradutor do livro, Pedro Bial, o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas, e a refugiada síria Rama Al Omari.

Na terça-feira (18) começam os eventos envolvendo a comunidade venezuelana abrigada em Boa Vista, Pacaraima e Manaus, no norte do país. Serão atividades artísticas (como exposição fotográfica, dança, música, feira de artesanato, show de calouros) e esportivas (caminhadas e jogos de vôlei, futebol e kickball) – muitas delas abertas à população local – realizadas pelas organizações não governamentais envolvidas na gestão dos abrigos para refugiados e migrantes venezuelanos.

Neste mesmo dia, em São Paulo, será inaugurada a exposição “Em Casa, no Brasil”, realizada em parceria com a ONG “Estou Refugiado” e com o SESC-SP para sensibilizar os visitantes sobre as vidas de refugiados que consideram o Brasil como seu novo lar.

O relatório internacional Tendências Globais, produzido pelo ACNUR e divulgado em todo o mundo, será lançado simultaneamente em São Paulo e Boa Vista na próxima quarta-feira (19). O documento é a principal análise estatística feita pelo ACNUR sobre a situação do deslocamento forçado em todo o mundo, apresentando dados e análises sobre as mais expressivas populações em situação de refúgio e apátridas, assim como recortes específicos de outros temas relacionados ao mandato da agência.

No próprio Dia Mundial do Refugiado (20), a agenda chega ao Rio de Janeiro com o evento “Rio Refugia”, promovido pela Caritas Arquidiocesana e o SESC-Rio, com feira gastronômica, shows e diferentes oficinas com refugiados. Em São Paulo, será exibido no Centro Cultural São Paulo o documentário “Zaatari, Memórias do Labirinto”. A programação se encerra no Rio de Janeiro, no dia 26, com a inauguração da exposição “Em Casa, no Brasil”, em parceria com o Centro Cultural Correios.

Sobre o Dia Mundial do Refugiado

Desde 2001, o Dia Mundial do Refugiado é celebrado em 20 de junho, de acordo com resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Para o ACNUR, a data é uma oportunidade para homenagear a coragem, a resiliência e a força de todas as mulheres, homens e crianças forçadas a deixar suas casas por causa de guerras, conflitos armados e perseguições. Estas pessoas deixam tudo para trás – exceto a esperança e o sonho de um futuro mais seguro. *Com informações da Nações Unidas

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