Foi mais um domingo de tensão em Hong Kong com dezenas de milhares de pessoas nas ruas contra a lei da extradição, posta de lado mas não esquecida pelo executivo desta região administrativa da China.

Já nesta segunda-feira foi libertado o ativista Joshua Wong, que se tornou no rosto da pressão pela Democracia em Hong Kong. Wong tinha sido condenado, já este ano, a três meses de prisão pelo seu papel nas manifestações de 2014, cumpriu dois.

O ativista promete juntar-se ao movimento de protesto que exige que a chefe do governo local, Carrie Lam, se demita:

“O que pedimos é que Carrie Lam, a malvada chefe do executivo, retire a emenda sobre a extradição. E o que tentamos fazer é, simplesmente, continuar com um movimento de desobediência e ação direta, para fazer com que o mundo inteiro, a comunidade internacional perceba como o povo de Hong Kong não se deixará silenciar pela opressão do Presidente Xi Jinping e da chefe do executivo Carrie Lam. Carrie Lam deve demitir-se”, afirmou Wong.

Os protestos, em massa, e que na última quarta-feira tinham terminado com dezenas de feridos, levaram a líder do governo a suspender, no sábado, o debate do projeto.

No domingo, Lam foi forçada a fazer um pedido de desculpas e uma declaração pública dizendo que adotaria uma atitude mais humilde e sincera, e que passaria a aceitar melhor as críticas ao serviço público, mas nem isso calou as vozes de quem luta por mais e melhor Democracia, em Hong Kong. Seriam dois milhões, no domingo, nas ruas, dizem os organizadores do protesto. *Euronews

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