Nos últimos quatro anos quase 1900 pessoas, vindas maioritariamente da Síria, mas também do Iraque e Eritreia, em fuga de cenários de guerra inimagináveis, vivem hoje em Portugal.

Esta família, pai, mãe e quatro filhos, trocou a instabilidade iraquiana pela segurança de Portugal, mas não só. O pai tem dois trabalhos e terão uma casa sua quando terminarem de pagá-la. As saudades do país que os viu nascer são substituídas pelas vantagens que Portugal lhes oferece:

“Lembro-me da minha família e eles têm problemas em diferentes cidades, devido à guerra. Estavam a atacar as escolas, os lugares onde somos educados, os hospitais, não havia nada para fazer lá. Prefiro Portugal porque aqui estão a ajudar-nos, as pessoas são muito prestáveis, são muito boas, aqui é melhor para nós. Tenho amigos, uma vida feliz. O importante é ser feliz”.

Maher é sírio e já joga numa liga não profissional de futebol em Portugal. Mudou-se com a família em 2017, mais uma vez fugidos da guerra. Já era futebolista no seu país onde fez o curso de cozinheiro profissional. A integração não foi fácil, O maior entrave é, sem dúvida a língua, mas quando se começa a perceber como funcionam as coisas, tudo começa a correr melhor. Hoje trabalha num restaurante libanês mas sonha criar o seu próprio negócio.

Portugal, e de acordo com o executivo, é o sexto Estado-membro da União Europeia que mais refugiados acolheu, ao abrigo do Programa de Recolocação.

Os refugiados estão espalhados por cerca de uma centena de cidades. *Euronews

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