O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, classificou, nesta quinta-feira (27), como “desagradável” a prisão do militar brasileiro que transportava droga no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) ter ocorrido no momento da participação do Brasil em um evento internacional, a reunião do G20.

O sargento da Aeronáutica que trabalhava como comissário de bordo foi preso em um aeroporto de Sevillha, na Espanha. Ele partiu do Brasil em missão de apoio à viagem presidencial ao Japão para a reunião G20, integrando a tripulação que ficariam em Sevilha. De acordo com a FAB, em nenhum momento ele faria parte da tripulação da aeronave presidencial.

“Podia não ter acontecido. Foi uma falta de sorte acontecer exatamente no momento de um evento mundial e acaba tendo uma repercussão mundial que poderia não ter tido. Um fato muito desagradável para todo mundo”, disse o ministro em entrevista a repórteres em Osaka, no Japão, onde acompanha o presidente Jair Bolsonaro.

O ministro destacou que, após o episódio, a FAB vai reforçar medidas de segurança. Em nota divulgada ontem (26), a FAB informou que “medidas de prevenção a esse tipo de ilícito são adotada regularmente. Em visa do ocorrido, essas medidas serão reforçadas”.

Na chegada ao Japão para integrar a comitiva presidencial, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse que o presidente Jair Bolsonaro determinou que o Ministério da Defesa disponibilize o mais rápido possível dados à polícia espanhola para que as providências legais em relação ao caso sejam tomadas.

“O presidente, o Ministério da Defesa, o comando da Força Aérea não admitem em hipótese nenhuma procedimentos desse tipo em relação a seus recursos humanos e deseja que o mais rápido possível isso seja aclarado e a pessoa seja punida dentro dos trâmites legais”, disse o porta-voz. *Agência Brasil

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