O presidente Jair Bolsonaro afirmou, no domingo (30), esperar que o Parlamento brasileiro seja o primeiro a aprovar o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

O processo de abertura comercial previsto no acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não depende da aprovação de todos os parlamentos do bloco sul-americano para ser iniciado.

O tratado passará a valer em cada país na medida em que for ratificado, individualmente, pelos Legislativos dos sócios do Mercosul.

Para evitar danos às indústrias e aos produtores agrícolas locais de ambas as partes, será possível a aplicação de salvaguardas bilaterais quando houver surto de importações de produtos que passarem a ser negociados sem tarifas ou barreiras entre os dois blocos.

Ao desembarcar em Brasília depois de participar de reunião do G-20 no Japão, o presidente Bolsonaro disse que a expectativa é que o entendimento entre em vigor em dois ou três ano, pois depende do Parlamento.

A Missão foi cumprida. Atingimos todos os objetivos. No meio do evento, G20,  houve a concretização (do acordo) do Mercosul. As informações que tenho são as melhores possíveis, ressaltou o presidente.

Bolsonaro ainda defendeu a expansão das vendas de carne brasileira, um dos setores mais sensíveis ao acordo, e brincou dizendo que ofereceu um churrasco para autoridades japonesas porque o que comeu lá, com carne australiana, era “genérico”.

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no que depender dos parlamentares, não haverá dificuldade para uma tramitação rápida e a aprovação do acordo.

Por sua vez, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), também acredita na rápida aprovação do tratado de livre comércio. Trad afirmou que irá ao Parlamento do Mercosul, que tem sede no Uruguai, na segunda quinzena de julho, para defender essa celeridade junto aos demais sócios do bloco. Por agências

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