O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, prometeu nesta terça-feira (2) apoio “inquebrantável” ao líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, no momento em que este último prepara um novo comício com o objetivo de o presidente Nicolás Maduro do poder.

Pompeo manifestou “o apoio inquebrantável dos Estados Unidos a Guaidó, à Assembleia Nacional e ao povo venezuelano em sua tentativa de recuperar a liberdade e a prosperidade”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Morgan Ortagus.

Segundo ela, Pompeo conversou por telefone com Guaidó, líder da Assembleia Nacional dominada pela oposição, a poucos dias da celebração da Independência da Venezuela em 5 de julho. Nessa data, o líder da oposição pretende fazer uma nova manifestação.

O comício será realizado, após a morte, sob custódia, em 29 de junho, do capitão do Exército venezuelano Rafael Acosta Arévalo. O militar havia sido detido uma semana antes por agentes de contrainteligência, acusado de conspirar contra o governo.

Seu advogado disse tê-lo visto pela última vez um dia antes de sua morte, de cadeira de rodas, incapaz de falar e com sinais de tortura.

Na segunda-feira, um sargento e um tenente de 22 e 32 anos foram presos por sua morte. O encarregado de negócios dos Estados Unidos na Venezuela, Jimmy Story, disse à imprensa duvidar que tenham agido por conta própria.

“Foram dois jovens membros da DGCIM (Direção de Contrainteligência Militar Venezuelana) que tomaram a decisão? Duvido muito”, declarou.

“Todos os que estão na cadeia de comando são responsáveis pelo que aconteceu”, afirmou.

Em janeiro passado, os Estados Unidos e vários países latino-americanos declararam ilegítima a presidência de Maduro. Estes países reconheceram Guaidó como presidente interino depois das denúncias de irregularidades na eleição presidencial em 2018.

Maduro resistiu, porém, à campanha de pressão de Washington, que incluiu sanções às cruciais exportações de petróleo venezuelano. Caracas continua tendo o apoio de Rússia, China e Cuba.

Em 30 de abril, Guaidó tentou derrubar Maduro com uma rebelião militar. Seus esforços naufragaram horas depois, já que a cúpula militar se manteve leal ao governo. *AFP

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