A Venezuela libertou e deportou neste sábado 59 colombianos que permaneceram quase três anos atrás das grades, acusados de formar uma célula que cometeria atentados terroristas em um manifestação da oposição em agosto de 2016.

As informações foram reveladas pela ONG Foro Penal Venezuelano. À Efe, o diretor da organização, Alfredo Romero, disse que a Justiça do país cometeu várias irregularidades processuais ao longo do caso e que os detidos já estavam sendo levados para a fronteira. A libertação ocorre poucos dias depois da viagem da alta comissária para os Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, à Venezuela.

Na visita, a ex-presidente do Chile se reuniu com diferentes setores da sociedade civil do país, entre eles familiares dos considerados “presos políticos”. Segundo Romero, alguns dos libertados eram cidadãos simples, que viviam na Venezuela há 30 anos, detidos apenas para “construir uma narrativa de agressão internacional” contra o chavismo. “Eles se vão e ficam aqui suas casas, suas famílias.

O que estava há menos tempo na Venezuela tinha vindo para cá em 2011”, disse o ativista. Os colombianos foram presos na capital venezuelana em agosto de 2016, antes da chamada “tomada de Caracas”, uma manifestação convocada pela oposição contra a crise econômica enfrentada pelo país há pelo menos meia década.

Maduro então acusou os colombianos, chamando-os de “mercenários” e “paramilitares”. Segundo o governo, os 92 presos na época eram parte de um grupo que montou um acampamento a poucos metros do Palácio de Miraflores, sede do governo. Um tribunal de Caracas ordenou em novembro de 2017 que os colombianos fossem libertados, mas a medida nunca foi cumprida.

De acordo com o Foro Penal Venezuelano, 700 pessoas seguem presas por motivações políticas no país. *EFE 

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