Os grupos políticos profundamente divididos da Venezuela realizaram comemorações concorrentes no dia da independência do país nesta sexta-feira, com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pedindo diálogo e o líder da oposição Juan Guaidó denunciando violações de direitos humanos pelo que chama de ditadura de Maduro.

Falando às principais autoridades militares do país, Maduro reiterou seu apoio a um processo de negociação mediado pela Noruega entre o seu governo socialista e Guaidó, líder da Assembléia Nacional.

Guaidó que invocou a Constituição para se autodeclarar presidente interino, chamando Maduro de usurpador, foi reconhecido como o chefe de Estado legítimo por dezenas de países, incluindo os Estados Unidos, Brasil e a maioria dos vizinhos sul-americanos.

Mas Maduro ainda detém o reconhecimento de Cuba, Rússia e China, e mantém o controle de funções estatais e das Forças Armadas.

 

A marcha é a primeira grande reunião da oposição desde um levante fracassado liderado por Guaidó em 30 de abril e protestos subsequentes em 1º de maio. O governo respondeu à tentativa fracassada de tirar Maduro com repressão a parlamentares alinhados a Guaidó e militares suspeitos de envolvimento. *Com informações da Reuters

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