A chegada à costa da ilha de Lampedusa de dois novos barcos transportando migrantes pode abrir um novo conflito entre as ONGs que salvam vidas no Mediterrâneo e o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, que lhes nega acesso aos portos. 

A organização Mediterranea transporta em seu barco fretado Alex 41 migrantes, enquanto o Alan Kurdi, da ONG alemã Sea-Eye, transporta 65 migrantes resgatados no litoral da Líbia.

Ao anunciar sua intenção de desembarcar os migrantes na ilha siciliana de Lampedusa, o confronto entre as ONGs e Salvini corre o risco de se agravar. O ministro italiano anunciou no mês passado um decreto segundo o qual podem ser multados com até 50 mil euros o capitão, o operador ou o proprietário de um barco que “entre em águas territoriais italianas sem autorização”.

Alessandra Sciurba, do Mediterranea, disse que a Itália aceitou famílias e gestantes, mas que “permanecem a bordo menores desacompanhados, incluindo uma criança de 11 anos”.

A organização Mediterranea reúne militantes de extrema esquerda, dos quais se declara abertamente contra Salvini, cuja popularidade disparou na Itália graças à sua posição dura contra os barcos de ONGs que socorrem migrantes.

Na semana passada, quando estava no comando do Sea-Watch, a capitã alemã Carola Rackete foi detida após atracar sem autorização em Lampedusa para desembarcar 40 migrantes resgatados no mar

Uma pesquisa publicada hoje pelo jornal italiano “Corriere della Sera” revela que 59% dos italianos aprovam a decisão de Salvini de fechar os portos a embarcações de ONGs. *Com informações da AFP

 

 

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