O músico João Gilberto, uma das lendas da bossa nova, morreu, aos 88 anos.

“Meu pai morreu. Sua luta foi nobre, ele tentou manter sua dignidade ao perder sua soberania”, escreveu seu filho João Marcelo no Facebook sobre o emblemático músico.

As causas da morte do músico, que vivia no Rio de Janeiro, não foram informadas até o momento.

O pai mais perfeccionista da Bossa Nova subiu nos maiores palcos mundo para seus shows de voz e violão.

Entre suas muitas canções antológicas destacam “Desafinado”, “Garota de Ipanema”, “Chega de saudade”, “Rosa Morena”, “Corcovado” e “Aquarela do Brasil”.

“João mudou para sempre a música do mundo. Ele ensinou delicadeza ao Brasil, trouxe a modernidade. É uma perda irreparável”, reagiu em comunicado a cantora Gal Costa ao anúncio do falecimento.

À altura de sua genialidade, a vida para João Gilberto nunca foi fácil. Seu perfeccionismo beirava a obsessão neurótica. Sue lado excêntrico e sua fobia social — ele viveu recluso por anos — eram tão conhecidos como seu talento.

“A importância dele é incalculável porque ele foi a principalvoz do movimento musical brasileiro mais conhecido do mundo e foi revolucionário quase que involuntariamente”, avaliou meses atrás à AFP Bernardo Araujo, crítico de música do jornal O Globo.

“Ele foi, pelo menos no Brasil, o primeiro cantor que não precisou de um vozeirão para cantar. Ele cantava baixinho, como um sussurro, com um violão virtuoso de acompanhamento”, acrescentou o crítico. *Com informações da AFP

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