O perfil nomeado Pavão Misterioso publicou, neste sábado (6), na rede social Twitter, uma série de prints de supostas conversas envolvendo nomes relacionados ao site Intercept.

De autoria anônima, o ‘Pavão Misterioso’ divulgou imagens contendo supostas conversas privadas no aplicativo Telegram entre o deputado David Miranda (PSOL-RJ), o editor-executivo do Intercept, Leandro Demori, e o ex-deputado Jean Wyllys.

O líder do Intercept, o norte-americano Glenn Greenwald, classificou o material do Pavão como “insultante”, pedindo para “encontrar pessoas pouco mais sofisticadas para criar essas falsificações para nos atacarem”. Greenwald disse que os prints eram “forjados”.

Nesses prints foram também citados, nos supostos diálogos, os nomes dos deputados Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS).

Com referência a publicação da revista Veja, com origem do Intercept, em que são expostas mensagens supostamente trocadas entre procuradores da força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro, o Ministério Público Federal, na sexta-feira (5) emitiu uma nota afirmando que as mensagens foram obtidas por crime cibernético.

O procurador chefe da operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, e os procuradores Paulo Galvão e Antônio Carlos Welter afirmaram não reconhecer a série de mensagens divulgadas pelo site  Intercept.

“As acusações são falsas e as narrativas criadas não retratam a realidade”, afirmaram eles, em nota publicada pelo jornal Estadão neste sábado (6).

Os procuradores dizem que a Lava Jato incomoda “pessoas acostumadas à impunidade, incluídas algumas muito influentes e poderosas”.

“Nossos atos são públicos e sempre tivemos por norte a lei e a ética”, acrescentaram eles.

 

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