Segundo cientistas, fóssil achado em caverna nos anos 70 tem 210 mil anos, época em que Europa era ocupada por neandertais.

A descoberta representa uma evidência de que houve uma migração anterior de pessoas partindo da África, que não teriam deixado vestígios no DNA de pessoas vivas hoje.

Pesquisadores descobriram dois fósseis significativos na caverna de Apidima, na Grécia, na década de 1970, e estavam guardados em um museu do país, até serem reexaminados, mais recentemente.

Um deles estava muito danificado e o outro, incompleto. Foram necessários tomografia computadorizada e exames com urânio para desvendar as informações contidas ali.

Os dois crânios humanos fossilizados (Apidima 1 e Apidima 2) da Caverna Apidima, no sul da Grécia, descobertos no final da década de 1970, permaneceram enigmáticos devido à sua natureza incompleta, distorção tafonômica e falta de contexto arqueológico e cronologia. 

Apidima 2 data de mais de 170 mil anos atrás e tem um padrão morfológico semelhante ao Neanderthal.

Em contraste, Apidima 1 data de mais de 210 mil anos atrás e apresenta uma mistura de características humanas modernas e primitivas.

Estes resultados sugerem que dois grupos humanos do Pleistoceno Médio estavam presentes neste local – um dos primeiros Homo sapiens, população, seguida de uma população neandertal.

As descobertas apoiam múltiplas dispersões dos primeiros seres humanos modernos fora da África e destacam os complexos processos demográficos que caracterizaram a evolução humana do Pleistoceno e a presença humana moderna no sudeste da Europa.

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*BBC

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