A polícia parisiense afirmou que a segurança será reforçada no próximo domingo, 14 de julho, data nacional francesa, dia em que será disputada a semifinal entre Argélia e Nigéria, pela Copa Africana de Nações (CAN).

O ministro francês do Interior, Christophe Castaner, considerou “inaceitáveis” os danos e incidentes registrados em várias cidades da França durante as celebrações dos torcedores argelinos.

Setenta e quatro pessoas foram detidas na quinta-feira, informou o ministro.

Durante os festejos em Montpellier, que duraram toda a noite, um torcedor da seleção argelina perdeu o controle do veículo e atropelou uma família. A mãe morreu e dois de seus filhos ficaram feridos.

O motorista, de 21 anos, circulava em grande velocidade e foi detido.

A mulher caminhava com o bebê de um ano em seu colo e ao lado de sua filha, de 17 anos.

O bebê foi internado em estado grave e a filha ficou ferida em um tornozelo.

Muitos argelinos saíram às ruas em toda a França para celebrar a vitória da seleção de seu país sobre a Costa do Marfim, na disputa de pênaltis após um empate de 1-1, pelas quartas de final da CAN-2019, que está sendo disputada no Egito.

– Vandalismo em Paris –

Na região parisiense, houve incêndios de latas de lixo e agressões contra a polícia, mas não houve registro de feridos.

Pouco antes da meia-noite, vários grupos atacaram três lojas de motocicletas localizadas na avenida Grande-Armée, enquanto que a uns metros dali as pessoas continuavam festejando.

Quarenta pessoas permanecem detidas provisoriamente, entre elas 10 menores, por lançar projéteis contra as forças de segurança, indicou a procuradoria da capital francesa.

Em Marsella, nove mil pessoas se reuniram na maior manifestação de quinta-feira, sem que ocorressem incidentes.

Já em Roubaix as comemorações reuniram mil pessoas e houve 14 detenções.

Em Tours a polícia impediu que um menor de idade trocasse em um mastro a bandeira francesa pela argelina, segundo uma fonte policial.

A extrema-direita aproveitou a ocasião para criticar o governo e pedir que o acesso à avenida Champs Elysées em Paris seja proibido.

“Tratam-se de verdadeiras demonstrações de força cujo objetivo é mostrar ostensivamente uma presença massiva e uma rejeição da França”, afirmou um comunicado da Frente Nacional, o partido que Marine Le Pen dirige.

As relações entre França e Argélia têm sido altamente complexas desde a independência argelina e o futebol já gerou em 2001 situações tensas.

Nessa ocasião, em uma partida entre França e Argélia disputado no Stade de France, os torcedores argelinos vaiaram o hino francês e invadiram o campo antes do fim do jogo. *AFP

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