O ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, afirmou, em interrogatório na quarta-feira (10), que o Partido dos Trabalhadores (PT) tinha uma conta de propinas com a empresa OAS.

Duque corroborou relatos de executivos da empreiteira ao afirmar ter ficado com R$ 1,5 milhão que iria para o PT, em troca de não retardar a construção e o aluguel da Torre de Pituba, sede da Petrobras em Salvador.

Ele é um dos réus em ação penal referente à 56ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Sem Limites, que aponta fraudes e propinas de R$ 67,2 milhões na construção do edifício. Segundo a Procuradoria, os desvios teriam abastecido campanhas petistas, informa o jornal Metrópoles.

O fundo de pensão Petros se comprometeu a realizar a obra, e a Petrobras a alugar o prédio por 30 anos, segundo a revista Veja.

 

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