Um grupo de 630 ativistas, acadêmicos, artistas e cidadãos cubanos enviou na terça-feira (23) uma carta aberta à Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, para convidá-la a visitar o país e denunciar supostos abusos cometidos por seu governo.

Entre eles estão líderes de movimentos civis e plataformas opostas ao governo cubano, como Iliana Hernández Cardosa e Manuel Cuesta Morúa, além de outros ativistas, artistas de diversas áreas, jornalistas, acadêmicos e cidadãos comuns.

O convite vem depois que no início de julho, o escritório de Bachelet apresentou um relatório sobre a Venezuela, o principal aliado e apoiante de Cuba, em que ele pediu ao governo do presidente Nicolás Maduro para acabar com “as graves violações de direitos” em sua país.

Embora os oponentes cubanos não denunciem violações extremas de direitos humanos, como as cometidas na Venezuela, lamentam em sua carta aos supostos abusos e limitações que afetam aqueles que se opõem pacificamente ao Partido Comunista de Cuba (apenas legal) ou ao governo presidido por Miguel Díaz-Canel.

Especificamente, eles denunciam “a violação sistemática do artigo 52 da Constituição cubana, que apóia e garante a liberdade de movimento dos cubanos”, ao garantir que muitos deles sejam impedidos de entrar ou sair do país, são forçados a retornar suas províncias de origem ou detidos quando viajam pela ilha.

Os signatários também exigem a “liberdade dos presos injustamente presos, para começar com presos políticos”, e criticam que a nova Constituição cubana, aprovada em fevereiro com mais de 86% de apoio às urnas, seja “redigida a pedido do Partido”. Comunista “que” se ergue e se autoproclama acima da soberania do povo “.*Com El Nacional e EFE

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