O fornecimento de eletricidade foi restaurado em 85% na Venezuela, segundo um balanço apresentado nesta terça-feira pelo governo, um dia depois de um novo blecaute que deixou às escuras praticamente todo o país.

De acordo com a estatal Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec), a eletricidade foi completamente restaurada em Caracas, embora haja setores da capital que sofreram perdas de energia intermitentes. Segundo o governo, este novo apagão foi provocado por um “ataque eletromagnético”.

Há regiões do país onde a falta de energia já supera as 24 horas, segundo relatos de usuários nas redes sociais.

De acordo com o Observatório de Serviços Públicos, o apagão, que ocorreu às 16h41 de segunda-feira (17h41 no horário de Brasília), afetou os 23 estados do país, além da capital de seis milhões de habitantes.

O corte impactou os serviços de transporte, abastecimento de água potável e comunicações telefônicas. Um relatório citado pelo Observatório indicava que uma dúzia de hospitais estava sem energia.

As operações no aeroporto internacional de Maiquetía, que serve a Caracas, não foram interrompidas.

O governo atribuiu o incidente a “um ataque de natureza eletromagnética contra o sistema de geração hidrelétrica de Guayana” (sul), onde está localizada a usina hidrelétrica de Guri, que abastece 80% da Venezuela.

O relatório lido pelo ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, reconheceu a magnitude do apagão como “um evento nacional”.

O presidente socialista, Nicolás Maduro, denunciou um “novo ataque criminoso”.

“Sinto indignação. As correções necessárias não foram feitas e é mais do mesmo”, disse Eurimar Güere, moradora de 36 anos de Caracas. *Com AFP

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