O governo dos Estados Unidos e o Facebook fecharam um acordo para que a empresa de tecnologia pague uma multa de US$ 5 bilhões, a mais alta já imposta pela Comissão Federal do Comércio (FTC, em inglês), por irregularidades no sistema de privacidade da rede social.

“A multa de US$ 5 bilhões ao Facebook é a maior imposta a uma companhia por violação da privacidade dos consumidores.

É 200 vezes maior do que para qualquer companhia nos EUA e 20 vezes maior do que qualquer multa por privacidade imposta em nível mundial”, anunciou a FTC em comunicado divulgado através das redes sociais.

A FTC informou em um segundo tweet que o WhatsApp, o Instagram e o Messenger, que fazem parte do conglomerado do Facebook, também devem adotar os termos do acordo.

“O Facebook deverá realizar uma revisão de suas políticas de privacidade de qualquer produto, serviço ou prática, novo ou modificado, antes de ser implementado e documentar todas suas decisões relacionadas com políticas de privacidade”, detalhou a FTC.

O desencadeante da investigação foi a informação revelada em março de 2018 de que a empresa de consultoria britânica Cambridge Analytica utilizou um aplicativo para compilar dados de 87 milhões de usuários da plataforma sem seu consentimento e com fins políticos.

A empresa utilizou dados do Facebook para elaborar perfis psicológicos de eleitores, que supostamente foram vendidos à campanha do agora presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante as eleições de 2016, entre outros.

Após realizar as investigações pertinentes, reguladores dos Estados Unidos determinaram que a empresa dirigida por Mark Zuckerberg não informou devidamente aos seus investidores que desenvolvedores e outras pessoas alheias à companhia tinham obtido dados dos usuários sem sua permissão, o que representa uma violação das próprias políticas do Facebook.

Compartilhar dados com terceiros sem notificar os internautas constitui, segundo teria determinado a FTC, uma violação do acordo sobre privacidade que a rede social alcançou em 2011 com a agência governamental. A própria empresa já tinha antecipado que esperava uma sanção econômica quando apresentou seus resultados trimestrais em abril. *EFE 

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