Os Estados Unidos aumentaram, nesta sexta-feira (26), sua ofensiva contra Cuba e Venezuela, ao ampliarem a lista de entidades cubanas proibidas de realizar transações financeiras com cidadãos e empresas americanas, no mesmo dia em que a ilha celebra os 66 anos do início da Revolução.

Dois hotéis e duas editoras pertencentes ao setor de segurança e defesa do governo cubano foram somados à “Lista de entidades e subentidades associadas a Cuba”, que surgiu após o memorando de junho de 2017, com o qual a administração Trump endureceu sua política em relação à ilha.

O Departamento de Estado afirmou que, com essa medida, visa a garantir que os recursos dos Estados Unidos “não apoiem diretamente o aparato de segurança do Estado cubano, que não apenas viola os direitos humanos do povo cubano, mas também exporta essa repressão para a Venezuela, para apoiar o corrupto regime de (Nicolás) Maduro”.

“As mudanças entrarão em vigor hoje, 26 de julho, quando Cuba celebra mais de 60 anos desde o início da Revolução Cubana”, acrescenta o comunicado da pasta.

“Sessenta anos depois que (Fidel) Castro prometeu melhorar a vida do povo cubano, a revolução continua a fracassar em seu povo, ao desperdiçar o potencial econômico de Cuba pela má administração e opressão dos corajosos cubanos que continuam a luta por liberdade”, completou.

As quatro entidades são o Hotel Palácio Cueto em Havana, o complexo turístico Cayo Guillermo Resort Kempinski, nos recifes Jardins Del Rey, a Editora Capitán San Luis, do Departamento de Segurança do Estado, e a Editora Verde Olivo, do Ministério das Forças Armadas.

Com essa atualização – a quarta desde que se criou a lista em novembro de 2017 e após as adições em novembro de 2018 e em março e abril deste ano -, já são mais de 200 entidades e subentidades proibidas de operar com os americanos. A grande maioria está ligada à indústria do turismo, mas também aos setores de propaganda, logística e atividades de tecnologia militar. *AFP

Anúncios