Cuba denunciou nesta sexta-feira (25) a maior ofensiva dos Estados Unidos para impedir a chegada de petróleo à Ilha, como parte da crescente pressão sobre Havana e seu aliado Venezuela.

Ao comemorar o 66º aniversário do Assalto ao Quartel Moncada, a principal data da Revolução, o presidente Miguel Díaz-Canel questionou as medidas do governo de Donald Trump contra os navios que levam petróleo da Venezuela para Cuba.

“Hoje denuncio ao povo de Cuba e ao mundo que a administração dos Estados Unidos começou a atuar com a maior agressividade para impedir a chegada de combustível a Cuba”, disse o presidente em um ato na cidade de Bayamo.

“Com cruéis ações extraterritoriais de bloqueio, hoje tratam de impedir – por todos os meios – a chegada aos portos cubanos de navios petroleiros, com ameaças brutais às companhias de navegação, aos governos dos países de origem dos navios e às empresas de seguro”.

Venezuela, que tem a maior reserva de petróleo do mundo, é há quase 20 anos o principal fornecedor de petróleo a Cuba, que paga o produto com o trabalho de milhares de médicos, técnicos e assessores militares.

O Tesouro americano adotou as primeiras sanções contra navios que entregam petróleo venezuelano a Cuba em abril, ampliando as medidas em maio. Em julho, incluiu em sua lista negra a Cubametales, a empresa estatal cubana de importação e exportação de petróleo. *AFP

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