Após meses de polêmica, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, deu luz verde ao projeto da Linha de Alta Velociade (LAV) entre Lyon e Turim.

No Twitter o chefe do governo de Roma justificou que “custaria mais interromper os trabalhos do que concluí-los” e que a União Europeia se mostrou “disponível para aumentar o financiamento”.

Mas a questão abriu uma crise no seio do governo. A carta que seguiu, na sexta-feira à noite, para Bruxelas não estava assinada pelo ministro das Infraestruturas, Danilo Toninelli, do Movimento Cinco Estrelas, que contesta a ligação ferroviária.

Os deputados do movimento ponderam entregar uma moção no parlamento pedindo a suspensão dos trabalhos.

Também no terreno há protestos do lado italiano, com uma marcha este sábado até ao estaleiro de Chiomonte.

A Linha de Alta Velocidade Lyon-Turim, que está em construção, visa limitar o transporte de mercadorias por estrada e reduzir o trajeto entre as duas cidades a apenas duas horas. O elemento central da obra é um túnel escavado nos Alpes que terá 57,5 km e vai custar mais de 8 mil milhões de euros.

As divergências entre Roma e Paris fizeram crer durante muito tempo que Itália tinha descarrilhado e abandonado o projeto, mas o resultado da eleição europeia fez o governo italiano voltar a entrar nos eixos da alta velocidade.

A grande região industrial italiana do Piemonte votou a 85% na Liga e no Partido Democrata, as duas forças que apoiam o projeto de aproximação de Turim a Lyon. *Euronews

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